Relacionado com o tema “Amar Setúbal” e após observação de
azulejos com diferentes padrões utilizados antigamente na construção de casas e
igrejas da nossa cidade, fomos visitar a Olaria Fortuna na
Quinta do Anjo, com o intuito de adquirirmos conhecimentos relativos à
confecção de artefactos feitos a partir do barro, perceber como se fazem os
azulejos e pintarmos os nossos próprios azulejos.
Assim, o dia começou com a viagem de autocarro, que só por si
já é uma aventura, pois a maioria das crianças nunca utiliza transportes públicos.
Chegados à Olaria era hora de visitarmos o espaço
exterior, onde observámos a terra barrenta que adicionada à água faz o barro
mole que se pode moldar. Vimos também como a terra estava suja com pedras e
folhas e como se peneira para ficar sem impurezas, podendo assim ir para as
diferentes máquinas, por onde vai passar, até ficar um rolo de barro pronto
para modelar.
Seguidamente, observámos os fornos onde o barro depois de
trabalhado é cozido para ficar duro e também nos mostraram que para ficar brilhante
tem que ser mergulhado num produto especial e voltar para o forno a cozer -
este processo designa-se por vidrar.
Vimos obras de barro prontas e explicaram-nos que os tijolos, as telhas e os azulejos são
feitos de barro, assim como alguidares, vasos, bilhas, cinzeiros e muitas
coisas que se usam nas nossas casas.
Entrámos na casa grande, onde duas mesas muito
compridas estavam apetrechadas com pincéis, tintas de várias cores (que achámos muito aguadas – pareciam
aguarelas) e azulejos brancos (que ainda
não eram brilhantes nem frios e tinham um pozinho fininho que sujava as mãos e
parecia farinha).
Este material estava já preparado à nossa espera e começámos
logo a pintar os nossos azulejos, (que
ficaram muito bonitos, mas que não pudemos trazer porque ficaram lá para serem
cozidos e depois vidrados).
Finalmente ainda fomos ver a loja que tinha muitas coisas bonitas que
estavam para vender e onde estava uma senhora a pintar um desenho complicado numa jarra,
que nos ensinou um truque marcar primeiro o desenho com uma “boneca de
pano” suja com pó de carvão, em cima de um papel com o desenho picado com furinhos por onde sai o pó e
que marca o que tem que se pintar sem enganar.
Os azulejos, as jarras, o painel da serra da Arrábida e as
outras coisas que estavam na loja eram muito bonitas, brilhantes e coloridas.
E…
assim se passou a nossa visita à Olaria, onde passeámos, aprendemos muitas
coisas novas, trabalhámos, vimos coisas bonitas e divertimo-nos!
Objetivos: Promover a igualdade de oportunidades, a aquisição de novos conhecimentos, o reconhecimento do nosso património artístico e permitir o desenvolvimento da educação estética e o sentido crítico.